Tema: Direitos Humanos

Como seres humanos, independentemente do local do nosso nascimento, todos nascemos entre o mesmo céu e o mesmo mar. Todos albergamos sonhos e anseios como nascentes de ribeiros, aquecidas pelo mesmo sol, enchendo o mundo com arte, poesia, livros, filmes, dança e música, usando os melhores instrumentos de que dispomos – as nossas mãos, pés, olhos, ouvidos, e vozes…
São essas formas de expressão e esses instrumentos que podemos usar para expressar o nosso pesar sobre o sofrimento a que os Curdos, especialmente a sua língua e cultura, foram submetidos ao longo da história e ainda têm de suportar.
O tema do Festival deste ano é uma combinação desta constatação com a nossa reação à história dos Curdos e a nossa indignação com o que acontece no mundo: a humanidade continua a ignorar as visões e relatos da opressão actual no Curdistão.
No ano passado, a ONU e Portugal comemoraram, respectivamente, o seu 70º e 40º aniversário da adopção da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que está em constante evolução para ser mais inclusiva e transparente. Por exemplo, o Governo Português alterou a expressão de Direitos do Homem para Direitos Humanos. Nós apelamos às Nações Unidas e ao Governo Português para que defendam os Direitos Humanos no Curdistão.
O segundo Festival de Cinema & Artes em Lisboa irá incluir um vasto leque de eventos, exposições e filmes, homenageando Mario Nunes, Mehmet Aksoy e Yilmaz Güney.
Mario Nunes, um jovem português, lutou ao lado dos curdos e do YPG contra a “escuridão” do ISIS e foi um mártir dessa luta em Rojava em 2015. O escritor e jornalista Nuno Tiago Pinto que escreveu o livro “Heróis Contra o Terror – Mário Nunes” estará presente e irá apresentar e assinar o seu livro durante o Festival.
Mehmet Aksoy, um realizador e activista Curdo inglês, foi assassinado pelo ISIS enquanto documentava a batalha pela reconquista de Raqqa, em Rojava, em 2017.
Será para nós uma honra receber as mães de Mehmet e Mário, que partilham o mesmo fado.
Por retratar a opressão política do regime, o realizador, encenador, escritor e actor curdo Yilmaz Güney, foi perseguido pelo Governo Turco e teve de viver em exílio, até à sua morte em 1984. Até hoje, Güney é um símbolo da resistência, cultura e cinema curdos. 
Contamos com as vossas participações!